Mostrando postagens com marcador AnaliseGM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AnaliseGM. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de abril de 2014

The Last Of Us

TITULO: The Last Of Us
GÊNERO: Survival Horror
DESENVOLVEDORA: Naught Dog
SUPORTE: 1 Jogador/Multiplayer Online
LANÇAMENTO: 14/06/2013
MÍDIA: Digital/Fisica
PLATAFORMA: PS3

   Quando ouvi falar de The Last Of Us pela primeira vez em um trailer da E3 logo pensei que a Naught Dog estava tentando levar Uncharted ao mundo do survival horror. Era impossível não associar um jogo ao outro porem a medida que novas informações foram sendo liberadas TLOUS mostrou que tinha uma identidade própria e ao contrario das suposições iniciais nada tinha em comum com seus dois irmãos mais velhos Uncharted 1 e 2, já consagrados no mundo dos jogos. Para começarmos eu irei dar um aviso, se voce esta acostumado a jogos de tiro desenfreado ou aos novos jogos do gênero survival horror que mais parecem um tps The Last Of Us sera uma quebra de paradigma. O jogo incentiva o jogador a se manter calmo e cauteloso a todo momento deixando evidente que qualquer movimento mal calculado pode ser o ultimo. Completamente imersivo em historia e ambientação TLOUS é uma perola da sétima geração de consoles e merecidamente um "Game of the Year".

   Como o gênero indica The Last Of Us é um jogo de sobrevivência e não de ação desenfreada embora o
game em determinados momentos se torne mais intenso obrigando o jogador a agir e tomar decisões rapidamente. Acompanhamos a jornada de Joel, um sobrevivente da pandemia que destruiu o mundo e Ellie, uma garota nascida no mundo pós apocalíptico. A historia toma como base a evolução de um fungo parasita cordyceps capaz de infectar seres humanos transformando-os em zumbis que atacam qualquer criatura viva ao seu redor. A população mundial foi dizimada e os sobreviventes ou se contentam em viver dentro das zonas de quarentena em regime militar ou como fugitivos em meio aos infectados onde precisam roubar e matar para sobrevier.

 
 Joel é um sobrevivente que ao lado de sua companheira Tess trabalham como contrabandistas de armas para dentro da cidade onde as revendem em troca de tickets de comida e favores. O mundo já destruído se torna um caos ainda maior quando um grupo que se auto intitula como "Os Vagalumes" inicia uma serie de ataques contra o governo ditatorial e é em um desses ataques que o protagonista da nossa historia encontra Marlene, a líder dos Vagalumes, que em troca de devolver algo pertencente a Joel pede que ele faça um trabalho, Levar uma mercadoria ate o outro lado da cidade. É nesse ponto onde conhecemos Ellie, a segunda protagonista e a alma do jogo. TLOUS basicamente consistem em uma grande viagem pela America em busca da base dos Vagalumes onde Joel deve levar Ellie porem o que realmente importa aqui não é o fim e sim como a historia se desenvolve.

   Começando como dois desconhecidos ate criarem laços extremamente profundos toda a experiencia do
jogo é voltada para os sentimentos e emoções dos protagonistas, dos coadjuvantes e ate mesmo do mundo ao redor e tudo isso consegue afetar de forma esplendida o jogador fazendo com que ele sinta a historia de uma manteira unica. Os personagens na tela parecem estar realmente vivos e demonstram emoções diversas as situações que passam alem de interagirem constantemente um com o outro. Joel e seu jeito carrancudo e fechado mas que aos poucos vai se abrindo com uma Ellie inicialmente mal encarada que demonstra na verdade ser extremamente brincalhona e divertida. Falando em Ellie, ela é o que faz o jogo funcionar, a forma como ela age, como ela anda pelo cenário interagindo com os objetos a sua volta, as falas e conversas, tudo isso acaba conquistando o jogador e dando a sensação de que a garota é um ser humano real e estamos vendo um filme e não jogando algo.

   Em termos gráficos TLOUS demonstra a que veio logo na primeira CG do jogo e quando assumimos o controle do personagem ingame ficamos espantados por alguns momentos com oque vemos. A respiração, as expressões e jeitos, a interação com o ambiente, tudo é extremamente bem feito e em conjunto forma algo incrível. A dublagem do jogo é impecável e combina perfeitamente com os personagens e demonstra o apoio que a Sony tem dado cada vez mais ao mercado brasileiro localizando completamente todos os exclusivos da plataforma. O ambiente extremamente bem detalhado é único e o jogador nunca vera duas casas iguais, essas alias que possuem historias próprias, lembranças e marcas dos moradores de uma era pre apocalíptica. Vemos quadros, cartas, objetos e lembranças que nos fazem imaginar o que as pessoas que moravam ali eram e onde estão agora. O mundo é vivo e habitado por diferentes criaturas e com o tempo o jogador vai aprendendo a identificar locais suspeitos, locais desabitados e a se orientar em meio as ruas das cidades desertas e florestas fechadas. O mundo em si, agora tomado pela natureza, conta uma historia própria e unica que foi construída com esmero pela ND como nunca antes se havia visto em um jogo. 
   

 No decorrer da aventura enfrentamos diversos tipos de infectados que se tornam mais fortes segundo o tempo de infecção e cada um possui seu próprio estilo de combate e individualidades. Os Corredores, ou Runners, são inimigos no primeiro estagio de infecção e mantem feições humanas em sua maioria. Sua visão ainda funciona e a audição é levemente apurada. Eles podem te ver e ouvir sendo necessária uma abordagem mais cuidadosa e manter-se oculto nas sombras. Apesar do perigo são inimigos relativamente fáceis de se abater mesmo em grande quantidade. Os Estaladores são um assunto diferente, tendo o rosto deformado pelo fungo eles perderam completamente a visão mas possuem uma audição extremamente apurada. É possível andar com cautela em frente de um deles sem que atraia sua atenção porem qualquer movimento rápido vai fazer com que o inimigo imediatamente corra em sua direção e caso o jogador seja pego por um estalador a menos que tenha feito determinado upgrade ou possua uma faca no inventario é game over imediato. Os vermes são o estado de infecção mais avançado e possuem um escudo natural alem de diversos tipos de ataques tóxicos. Extremamente resistentes apesar de não causarem morte imediata também não morrem fácil. Em todos os embates entre Joel e os infectados é necessário andar com cautela, modo onde Joel pode "escutar" os passos dos oponentes através de portas e paredes podendo assim se precaver de algum ataque e preparar uma estrategia, fator que alias foi muito bem feito e nos fones certos ou home theater é possível realmente saber a direção do oponente simplesmente escutando seus movimentos, e então atacar cada um de forma rápida e implacável. Alem dos infectados a dupla de protagonistas enfrenta também diversos humanos, ladroes e canibais ao longo da aventura o que demonstra o lugar frio e implacável que o mundo se tornou e como isso afeta uma garota inocente como Ellie. É interessante ver como a experiencia ganha na viagem muda o temperamento e ações da garota. Estas pessoas dão lugar ao combate furtivo para uma troca de tiros desenfreada onde ganha quem ficar em pe por ultimo.


   Alem do sistema de combate furtivo o jogo possui um sistema de craft de itens utilizando diversos objetos encontrados por Joel e Ellie ao longo do caminho e também um aprimoramento de armas e habilidades dando ao desenvolvimento da historia um Q de RPG e também a sensação de evolução. É interessante como a ND tomou cuidado ate mesmo nesta parte em distribuir os itens nos lugares certos, por exemplo uma bandagem que nunca sera encontrada em uma lata de lixo e sempre esta ou na gaveta da cozinha ou no banheiro. Quanto mais a historia progride mais vemos o estado de decadência humana e ate mesmo Joel é brutal e implacável sem hesitar em esmagar a cabeça de outro humano contra uma parede ou qualquer outra atitude de violência extrema ao pondo de fazer Ellie se queixar se tudo aquilo é realmente necessário e se ele tem de matar todos desta forma. 



   The Last of Us é impressionante em diversos aspectos porem sua historia imersiva e seus personagens extremamente bem construídos são únicos e fazem com que o jogo seja ainda melhor. Ousaria dizer que nunca antes um jogo conseguiu atingir um nível tão alto de ligação entre o jogador e os personagens superando ate mesmo cenas icônicas como a de Aerith em Final Fantasy 7 ou diversas outras que ficaram eternizadas na mente dos jogadores. Compra obrigatória para todos os donos de Playstation 3 The Last Of Us não apresenta quase nenhum defeito e se aproxima da perfeição possível em um videogame da sétima geração. 
   
-A.J-

   


Alan Wake

TITULO: Alan Wake
GÊNERO: Survival Horror
DESENVOLVEDORA: Remedy Entertainment
SUPORTE: 1 Jogador
LANÇAMENTO: 14/05/2010
MÍDIA: Digital/Fisica
PLATAFORMA: X360/PC




   Em 2005 na E3 a Remedy Entertainment espantou os publico com sua nova entrada no mundo dos games. Nada de Max Payne, nada de Death Rally, uma IP totalmente nova foi demonstrada como exclusiva do Xbox360 e ganhou a atenção dos jogadores por suas inovações em termos de história e mecânica de jogo. Apesar do anuncio de 2005 somente cinco anos depois Alan Wake chegou as prateleiras e logo em seguida em 2012 perdeu sua exclusividade para o xbox abrangendo um público ainda maior. Veremos agora se os cinco anos de espera valeram a pena ou não.



   Tendo experiência em jogos de tiro em terceira pessoa com Max Payne 1 e 2 a Remedy inovou a formula já apresentada criando uma história intrincada e interessante e uma mecânica de combate que deixa para trás os tiroteios desenfreados e prioriza a tática utilizada durantes os encontros com os inimigos. Alan Wake, personagem que empresta seu nome ao jogo, é um renomado escritor que está passando por um bloqueio criativo que já dura dois anos após o lançamento de seu último livro. Envolto em escândalos de violência e perseguido pela mídia Alan e sua esposa Alice procuram tirar férias na então aparentemente pacata e tranquila cidade de Bright Falls. O lugar é cercado por florestas, montanhas e lagos, fatores que além da própria cidade em si criam um ambiente perfeito para uma história digna de Stephen King que aliás é frequentemente citado durante o jogo e também no qual toda a trama se inspira.

   
   Apesar de simples e acolhedor Alan não demora a descobrir que existe algo maior naquele lugar, algo que vai além de seu controle e acaba se vendo envolto em mistérios e situações que parecem estar diretamente ligadas a ele. O inesperado desaparecimento de sua esposa desencadeia uma série de eventos sobrenaturais que colocam Alan no veio da luta entre a luz e escuridão. Munido inicialmente de nada além de uma lanterna e um revolver Alan que não tem memorias da última semana de sua vida procura por sua esposa enfrentando criaturas da escuridão enquanto segue páginas de um manuscrito supostamente escrito por ele na semana perdida. O desenrolar do jogo ocorre de forma semelhante a jogos como Silent Hill ou Resident Evil 4 onde o foco deixa de lado a ação desenfreada e coloca o jogador em um clima de insegurança e vulnerabilidade fazendo com que cada passo dado e cada tiro disparado seja previamente pensado para não causar arrependimentos posteriormente.

   Possuindo uma arte gráfica extremamente verosímil e animações muito bem feitas o jogo se destaca como um dos mais belos do gênero. Os efeitos de iluminação são um dos pontos altos do game e frequentemente fazem o jogador parar para admirar o local onde se encontra. Assim como a parte gráfica a trilha sonora contribui para criar um clima de mistério e suspense que torna a experiência ainda mais imersiva.

   As mecânicas de jogo à primeira vista parecem ser as mesmas já conhecidas porem um novo elemento tático é adicionado a mistura, a lanterna, que permite a Alan destruir a escuridão em torno de seus inimigos deixando-os vulneráveis as armas de fogo. A luz é um elemento central aqui e frequentemente o jogador vai se ver suspirando de alivio ao encontrar um poste iluminado ou uma casa com luzes acesas, locais onde os inimigos não podem entrar. 


   A princípio a estratégia de mirar com a lanterna e posteriormente atirar parece ser simples porem o fato das pilhas da lanterna serem escassas e os inimigos passarem a vir em grande quantidade fazem com que pensemos bem em qual deles devemos matar ou até mesmo se realmente devemos gastar balas ali ou usar a lanterna para atordoar os oponentes até chegar a um local seguro. Apesar de não apresentarem uma variação grande as criaturas que povoam a noite do jogo garantem um bom desafio seja na terra ou no ar e podem ser mortais caso enfrentadas da forma errada.

   Entre os combates enfrentados por Alan é possível explorar o cenário onde conhecemos um pouco mais da história local e pegamos itens uteis a aventura ou colecionáveis, além de caso encontremos uma das diversas televisões espalhadas pelo mapa podermos ver os episódios de uma serie fictícia chamada “Nigth Sptings”, uma clara referência a “The Twilight Zone” que é também uma das grandes inspirações do jogo e explica/demonstra a ocorrência de diversos eventos sobrenaturais. O próprio jogo em si é estruturado no formato de um seriado de televisão sendo dividido em “episódios” cada um dos quais possui uma intro própria demonstrando a história até aqui e um preview do episódio seguinte ao final.




   Iniciando com um mistério inexplicável e culminando em uma luta épica entre luz e escuridão Alan Wake prende o jogador na frente da tela com uma história profunda e bem construída e ambientações extremamente imersivos. O resultado de cinco anos de espera é extremamente satisfatório e um dos únicos defeitos encontrado no game, se não o único, é sua curta duração de 10 horas aproximadas mas que são estendidas com os dois dlcs lançados. Um jogo como não se via a anos na área do terror e suspense Alan Wake é um jogo obrigatório para fãs do gênero e até mesmo para aqueles que querem apreciar uma boa narrativa.


-A.J-

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

The Wolf Among Us Episode 1

TITULO: The Wolf Among Us Episode 1
GÊNERO: Aventura
DESENVOLVEDORA: Telltale Games
SUPORTE: 1 Jogador
LANÇAMENTO: 11/10/2013
MÍDIA: Digital
PLATAFORMA: PC


   Baseado na serie de hqs "Fables" da DC Comics, The Wolf Among Us é mais uma entrada da Telltale Games no mercado de jogos. Vindo ganhando espaço no mercado com seus adventures, a Telltale se consolidou definitivamente e atraiu a atenção da mídia apos o estrondoso sucesso feito por The Walking Dead Season One o que consequentemente gerou grandes expectativas para sua próxima serie. The Wolf Among Us segue a mesma mecânica utilizada em outros jogos da Telltale porem de forma mais aperfeiçoada. Pequenos detalhes e bugs encontrados na engine anterior foram corrigidos para criar uma experiencia de jogo ainda mais grandiosa.



   Bigby Wolf, também conhecido como "O Lobo Mau" é agora o xerife da cidade das fabulas localizada em Nova York. Caso não conheça a HQ, toda a historia segue o seguinte plano de fundo: No inicio todos os reinos dos contos de fadas onde as fabulas moravam existiam em um plano diferente do nosso e todos viviam em paz (ou ao menos tentavam), porem um novo inimigo chamado de "Adversário" surgiu misteriosamente e dominou reino apos reino obrigando todas as fabulas a fugirem procurando exílio. Sem um lugar para ficar, tentando iniciar uma nova vida as fabulas fundam uma comunidade em Nova York chamada de "Cidade das Fabulas" e comandada pelo Rei Cole. Como um marco do inicio da nova vida, todos os crimes passados foram perdoados e todos tiveram oportunidades iguais de recomeço, o que em teoria parece ótimo mas na pratica não funcionou tão bem assim. Só poderiam viver na Cidade das Fabulas aqueles com aparência humana ou com dinheiro suficiente para parar por um feitiço chamado "Glamour" que alem de ser caro tem uma duração muito curta. Todos os que não cumpriam tais requisitos foram enviados para um local afastado chamado de "Fazenda" onde ficam fora dos olhares mundanos (como as fabulas chamam os

humanos). É claro que vez ou outra alguma fabula acaba escapando e decide se aventurar pela cidade, ou problemas variados acabam perturbando a paz e é nestes casos que o Xerife Bigby entra em ação.

   A historia de The Wolf Among Us por si só desperta a curiosidade pelo tema que abrange. Ver os personagens que fizeram parte da nossa infância (e da infância de inúmeros dos nossos antepassados) estilizados, modernos e vivendo em meio a sociedade atual é uma enorme quebra de paradigma na nossa mente e algo incrivelmente divertido de se ver. Cada uma das fabulas tentou da sua própria forma se integrar a sociedade, seja no modo de vestir ou de agir, a trabalhar na mesma e a construir uma nova vida que infelizmente não funcionou completamente para todos. Podemos ver desde princesas divorciadas, prostituição e assassinos de aluguel disfarçados entre os mundanos, o que comprova o fato de nem todos terem se dado bem no exílio. Para Bigby essa é uma oportunidade de recomeço e apesar de manter uma rivalidade com seus antigos inimigos tenta apagar a alcunha de lobo mau pela qual era conhecido antes. Aos poucos no decorrer do jogo, trabalhando ao lado da vice prefeita Branca de Neve, Bigby conquista a confiança e a ajuda das fabulas para resolver o mistério no qual a trama gira. Desde o momento em que iniciamos um novo jogo somos deslumbrados com a qualidade gráfica estilizada e as cores fortes empregadas na construção dos cenários que dão um efeito único ao mundo de Wolf Among Us.

É possível ver perfeitamente o quanto a Telltale conseguiu aprimorar sua engine e sua técnica de cellshading apos seu trabalho em The Walking Dead e sem duvidas esse é um enorme porto positivo para o jogo.


   Nos primeiros momentos somos jogados na rotina de Bigby como o xerife badass do mundo das fabulas. O Senhor Sapo faz uma queixa sobre seu vizinho do andar superior ter bebido demais e estar passando da linha. Ao chegar ao recinto nos deparamos com um velho conhecido do lobo, o Lenhador, que espancava uma garota. Interferindo na briga, Bigby enfrenta o lenhador em um combate onde ambos trocam farpas de acontecimentos passados e toda a cena serve como um tutorial ao sistema de ação e combate do jogo que é extremamente mais fluido e responsivo que o de The Walking Dead, ponto positivo para a Telltale que demonstra aprender com os próprios erros. Apos o combate frenético, alguns golpes de machado e uma queda do segundo andar o jogo começa a explicar conceitos sobre a historia para os iniciantes no mundo de Fable. Percebemos logo que é extremamente difícil matar uma fabula e que ela se recupera mais rápido que o normal, fato que torna o acontecimento seguinte na historia ainda mais estranho.


   Em meio a introdução de novos personagens como a Bela (que demonstra perfeitamente como as fabulas se adaptaram ao estilo humano de se vestir e viver) e a Fera (que parece não estar nem um pouco satisfeito com isso) e Colin, o mais novo dos três porquinhos que apesar de frequentemente lembrar Bigby que a casa de palha não caiu sozinha parece manter um bom relacionamento com o mesmo chegando a servir de terapeuta em algumas cenas. Nesse ponto somos introduzidos ao primeiro mistério do jogo, o assassinato de uma famula já conhecida pelos jogadores. Encarnando mais uma vez o papel de xerife de Bigby, aprendemos a usar os dotes de investigação do lobo farejador ao melhor estilo Sherlok Holmes e iniciamos uma empreitada para caçar o culpado.
Aliando-se a Branca de Neve procuramos provas e investigamos suspeitos ao longo do caso onde somos introduzidos a novos acontecimentos e novos personagens que ajudam a dar forma ao mundo construído pela HQ e pela Telltale. É interessante reparar nas expressões e emoções dos personagens que foram muito bem construídas e ajudam a dar um clima ainda maior a historia, sendo possível descobrir quando alguém esta mentindo somente ao ver seu rosto ou saber quando uma pessoa esta sentindo medo/nervosa.

   Nos surpreendendo com as revelações do enredo bem construído, os gráficos extremamente bem trabalhados e os controles fluidos, Telltale mais uma vez cria uma ótima experiencia de imersão no mundo dos jogos que sem duvida nenhuma vale a pena ser jogada e apreciada diversas vezes de forma a explorar todo o potencial construído no sistema de diálogos dinâmicos, que alias, foi aprimorado se comparado a The Walking Dead e agora conta com opções mais variadas e novas consequências.  O primeiro capitulo de The Wolf Among Us demonstra que veio para ser uma serie de peso e firmar ainda mais o nome Telltale no mercado.



-A.J.-